Nossa história
Setenta e sete anos a serviço da igreja local
O Seminário e Instituto Bíblico Maranata nasceu em 1949, na sala da casa de um casal de missionários, com um propósito que permanece o mesmo: preparar homens e mulheres para levar o Evangelho de Cristo até os confins da Terra.
Identificação
- Fundação
- 1949, em Fortaleza, Ceará
- Sede
- Rua do Giro, 30 - Parangaba, Fortaleza - CE
- Autonomia
- Entidade de ensino religioso desde 2008
- Natureza
- Instituição confessional
Nossa história
De uma sala de casa a um seminário de 77 anos
A trajetória do SIBIMA se confunde com a história da própria obra missionária no Ceará.
Setenta e sete anos desde aquela primeira aula em 1949, na sala de uma casa em Fortaleza. Uma história de fidelidade que atravessou gerações.
A semente semeada
O casal Eduardo e Dórothy Knechtel chegou ao Ceará em 1936, enviado pela União Evangélica Sul América. Depois de anos de trabalho no sertão, questões de saúde levaram a família a se estabelecer em Fortaleza, onde mantinham uma casa de apoio aos missionários do interior. Foi ali que nasceu o sonho de uma escola noturna para preparar os crentes leigos da cidade a servir melhor em suas igrejas.
1949: o começo
Em 1949, o pastor Eduardo iniciou o Instituto Bíblico Noturno de Fortaleza na sala de sua residência, na atual Rua Monsenhor Tabosa. No segundo ano, com a chegada de novas alunas e um curso de Evangelismo de Crianças ensinado por Dórothy, o instituto cresceu até não caber mais na sala de casa.
Crescimento e um novo nome
Em 1974, quando o pastor Eduardo completou 70 anos e se aposentou, o pastor Aubrey Clark assumiu a direção e, nessa época, o nome mudou de Instituto Bíblico Maranata para Seminário e Instituto Bíblico Maranata. A partir de 1985, a cooperação entre a UESA e a Brazil Gospel Fellowship Mission permitiu ao SIBIMA oferecer disciplinas de nível superior em Bíblia e Educação Cristã.
Autonomia
Depois de décadas funcionando como filial da UESA, o SIBIMA conquistou sua autonomia como entidade de ensino religioso em 2008, abrindo as próprias asas para voar sozinho.
O incêndio e a mudança para Parangaba
Em 22 de dezembro de 2007, o prédio vizinho ao seminário, no centro de Fortaleza, pegou fogo e comprometeu a estrutura do SIBIMA. A Igreja Batista da Fé, em Montese, acolheu as aulas por dois semestres enquanto a diretoria buscava um novo lar. A escolha recaiu sobre Parangaba, a dois quarteirões do terminal de ônibus e da estação de trem, os mesmos meios de transporte usados pelos alunos. Em 16 de março de 2009, o culto de abertura inaugurou a nova sede, ainda em obras.
Pós-graduação e parcerias
Em 2016, o SIBIMA deu início ao Instituto Aubrey Clark, sua escola de pós-graduação em teologia, com mestrados em Aconselhamento Bíblico e em Teologia Sistemática. No mesmo período, firmou parceria com a Grace Bible Church para o treinamento de missionários ao mundo islâmico.
Nossa história completa
“Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho, e, vindo as aves, a comeram. Outra parte caiu em solo rochoso, onde a terra era pouca e logo nasceu, visto não ser profunda a terra. Saindo, porém, o sol, a queimou; e, porque não tinha raiz, secou-se. Outra, enfim, caiu em boa terra e deu fruto: a cem, a sessenta e a trinta por um.” (Mateus 13:3-8)
Como tudo começou: a terra preparada
O SIBIMA (Seminário e Instituto Bíblico Maranata) é um seminário brasileiro, com professores e reitor brasileiros, situado na Rua do Giro em Parangaba, Fortaleza, Ceará.
Como foi que tudo começou? Foi só um sonho de um missionário, Eduardo Knechtel, da União Evangélica Sul América (UESA)? Realmente começou bem antes. Roberto Kalley era um médico escocês que sentiu o chamado missionário. Foi para a Ilha da Madeira com sua primeira esposa Margaret e viu Deus transformar vidas através da pregação do evangelho e de sua clínica médica. Mas a igreja católica romana não aceitou este escocês que estava transformando a vida na ilha e o expulsou, além de todos os seus seguidores. A perseguição era tão ferrenha que ele teve que ser tirado da ilha vestido de mulher, dentro de uma rede, como se estivesse doente.
Dr. Kalley e Margaret foram à Palestina em busca de um clima apropriado para ela, que tinha a saúde frágil, e lá permaneceram até a morte dela. Mais tarde, na Inglaterra, Kalley casou com Sara. O casal veio para o Brasil em 1855 e se estabeleceu no Rio de Janeiro, onde, pelo reconhecimento de ser um bom médico, tornou-se médico particular de Dom Pedro II. Esse reconhecimento abriu portas para o evangelho no Brasil. Sara recebeu permissão do imperador para começar uma Escola Bíblica Dominical em Petrópolis, e em 1858 o casal organizou a primeira igreja evangélica na cidade do Rio de Janeiro, com quatorze membros, que ainda existe como a Igreja Fluminense.
Em 1911, com a ajuda de Sara Kalley, duas missões uniram forças para formar a União Evangélica Sul América (UESA), à qual, em 1913, se somou a Help for Brazil Mission. A missão cresceu e plantou igrejas no Brasil e em outros países da América do Sul. Em 1934, a UESA se dividiu em UESA Britânica e UESA Norte-Americana. Os norte-americanos ficaram com os novos campos do Ceará e do Amazonas, considerados mais difíceis pelo clima. No Ceará, os missionários da UESA se dedicaram a plantar igrejas ao longo da linha do trem de Fortaleza a Crateús. Como não havia seminário no estado, os líderes em potencial eram enviados a Recife e Anápolis, e a maioria não voltava. Foi dessa situação que nasceu o sonho de Edward (Ted) Knechtel.
Como tudo começou: a semente semeada
O casal Knechtel veio separadamente ao Brasil em 1934, conheceu-se na Paraíba e, após chegar ao Ceará em 1936, casou-se em Maranguape. Instalaram-se em Ipu, e o pastor Eduardo viajava a pé, a cavalo e de trem, visitando fazendas e povoados, evangelizando sertanejos e serranos. Em 1945, ao final da II Guerra Mundial, Dórothy Knechtel foi diagnosticada com tuberculose e voltou aos Estados Unidos com os três filhos. Quando puderam retornar ao Brasil em 1947, o médico recomendou que não voltassem ao rigor da vida no sertão.
A diretoria da missão decidiu que o casal permaneceria em Fortaleza, dando suporte aos missionários do interior e mantendo uma casa de apoio. Todo dia eles viam os alunos indo e vindo dos colégios da vizinhança, e isso tocou o coração de Dórothy, que sugeriu começar uma escola noturna para os crentes leigos da cidade os ajudarem a servir melhor em suas igrejas. A ideia vibrou no coração do pastor Eduardo, e em 1949 iniciaram o Instituto Bíblico Noturno de Fortaleza na sala de sua residência, na atual Rua Monsenhor Tabosa.
Como tudo começou: a safra
No segundo ano, algumas mulheres pediram para estudar, e Dórothy começou a ensinar um curso de Evangelismo de Crianças. O instituto cresceu até ter 35 alunos e não caber mais na sala de sua casa. A Igreja Presbiteriana ofereceu uma sala em suas dependências, e mais tarde as aulas passaram a acontecer na Igreja Cristã Evangélica Fortalezense.
Como tudo começou: outro campo
Até então, o instituto não tinha o propósito de preparar pastores, e sim de ajudar leigos e professores da Escola Dominical. Sentindo a necessidade de um seminário residencial, os missionários fundaram em 1959, no município de Nova Russas, o Instituto Bíblico Rural, que no ano seguinte passou a se chamar Instituto Bíblico Maranata. Em 1963, o Sítio Maranata, em Messejana, foi comprado pela missão. Em 1968, o Instituto Bíblico Maranata residencial foi fechado, e seus alunos se juntaram aos do Instituto Bíblico Noturno de Fortaleza, mantendo o nome Instituto Bíblico Maranata.
Crescimento: os prédios
Em 1955, a UESA abriu a primeira livraria evangélica de Fortaleza, e o instituto funcionou em suas dependências até que, em 1974, a missão comprou o prédio na Rua Senador Pompeu, 724. Nesse mesmo ano, o pastor Eduardo completou 70 anos e se aposentou, voltando aos Estados Unidos. O pastor George Aubrey Clark tornou-se o novo reitor, ampliou as aulas de duas para três noites por semana e, nesse período, o nome mudou para Seminário e Instituto Bíblico Maranata (SIBIMA). Por problemas de saúde, ele deixou o cargo em 1981, e o pastor George Edwin Hicks Junior assumiu a reitoria em 1982.
O SIBIMA cresceu e superou as dependências disponíveis. A diretoria decidiu demolir as instalações e construir um prédio de três pavimentos, inaugurado em 30 de junho de 1984, com a presença do casal Knechtel. O auditório logo se tornou pequeno para os eventos, que reuniam alunos de Igrejas Cristãs Evangélicas, Bíblicas, Batistas, Presbiterianas, Congregacionais e outras.
Crescimento: o bacharelado (curso livre)
Durante esse período, surgiu a necessidade de um bacharelado que desse mais credibilidade aos pastores formados pelo SIBIMA. Um encontro casual, planejado por Deus, entre o pastor Joe Goossen e o pastor Edgar Lieb levou à cooperação entre a UESA e a Brazil Gospel Fellowship Mission. Assim, a partir de 1985, as duas missões passaram a servir juntas na diretoria e no corpo docente, oferecendo disciplinas de Bacharelado em Ciências Pastorais e Educação Cristã. Em 2000, o pastor Felipe Stucky foi nomeado reitor; em 2004, o pastor Jenuan Silva Lira assumiu a reitoria.
Crescimento: autonomia
Chegou a hora de o SIBIMA abrir suas asas e voar sozinho. Muita oração e estudo abriram caminho para a desvinculação da UESA e a autonomia como entidade de ensino religioso, o que se deu em 2008. Nesse mesmo ano, o pastor Jenuan deixou a reitoria para se dedicar à Igreja Bíblica Batista do Planalto e à missão Ministérios Multiculturais Maranata, e o pastor Adil Bispo dos Reis tornou-se o sexto reitor do seminário.
Uma mudança brusca: o incêndio
Durante anos, a ideia de sair do centro de Fortaleza voltava à tona a cada assalto e arrombamento. Cedo, no dia 22 de dezembro de 2007, Deus respondeu parte da pergunta: o prédio ao lado do SIBIMA pegou fogo e comprometeu a estrutura do seminário, que não podia mais funcionar ali com segurança. A Igreja Batista da Fé, em Montese, ofereceu suas dependências por dois semestres enquanto se buscava um novo lar.
Formou-se o consenso de que Parangaba, próxima do terminal de ônibus e da estação de trem, seria tão central quanto o próprio Centro. Apareceu, no tempo e na vontade de Deus, a possibilidade de comprar um prédio a dois quarteirões do terminal, exatamente na área visualizada. Sob a supervisão do reitor Adil Bispo dos Reis, a reforma transformou uma casa abandonada em salas, escritórios e um anexo para a biblioteca. Em 16 de março de 2009, o culto de abertura inaugurou a nova sede, ainda em obras, que se concluíram nos meses seguintes.
Em 2011, o pastor Adil aceitou o convite para pastorear uma igreja na Bahia, e o pastor João Alves assumiu a reitoria. Em 2012, iniciou-se nas dependências do SIBIMA uma congregação da Igreja Bíblica Batista do Planalto. Em 2016, o seminário deu início ao Instituto Aubrey Clark, sua escola de pós-graduação, com mestrados em Aconselhamento Bíblico e em Teologia Sistemática, e firmou parceria com a Grace Bible Church para o treinamento de missionários ao mundo islâmico.
Que o novo lar do SIBIMA seja muito abençoado e permaneça por muitos anos, fazendo o que seu fundador esperou: preparar homens e mulheres para levar o Evangelho de Cristo até os confins da Terra.
Governança ao longo do tempo
Os reitores do SIBIMA
A liderança do seminário passou por diferentes mãos ao longo de sua história.
| Reitor | Período | Marca do período |
|---|---|---|
| Pr. Eduardo (Ted) Knechtel | 1949 a 1974 | Fundador do instituto |
| Pr. George Aubrey Clark | 1974 a 1981 | Adoção do nome SIBIMA |
| Pr. George Edwin Hicks Junior | 1982 em diante | Consolidação do seminário |
| Pr. Felipe Stucky | 2000 a 2004 | Reitor após período interino |
| Pr. Jenuan Silva Lira | 2004 a 2008 | Transição para a autonomia |
| Pr. Adil Bispo dos Reis | 2008 a 2011 | Sexto reitor, mudança para Parangaba |
| Pr. João Alves | 2011 até a gestão anterior | Início da pós-graduação |
| Pr. Tiago Albuquerque | Reitor atual | Gestão em curso |
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Missão, valores e o campus hoje
A história é só uma parte de quem somos. Conheça também nossa missão, nossos cinco valores e a estrutura do campus em Parangaba.